Quer mais leituras?

Voltar

Londres: que cidade é essa?

Por Sônia Pedrosa

Londres é uma dessas cidades como Nova Iorque e Paris, que não basta visitar, apenas, uma vez. Sempre achamos um motivo para voltar e, cada vez que voltamos, temos o mesmo encantamento da primeira vez.

Londres é a capital da Inglaterra, parte do Reino Unido, junto com mais 3 países: Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Sua população é maior que 8 milhões de habitantes e a moeda do país é a super valorizada Libra Esterlina – Pound. É verdade, esta não é a cidade ensolarada que desejamos. Mas a beleza de Londres não depende do clima. E isso, você vai poder conferir estando lá.

O que ver
E antes de dizer como chegar, quanto tempo ficar, onde se hospedar, onde e o que comer, quero logo dizer o que tem pra ver, nessa cidade de mil e uma opções, entre monumentos históricos, parques, jardins, praças, museus, igrejas, pubs, galerias, lojas, restaurantes, cafés, teatros, casas de espetáculos:

Buckingham Palace
Localizado na City of Westminster, o Palácio de Buckingham é o escritório e a residência da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, embora ela não fique todo o tempo aí. Construído em torno de 1705 para ser uma residência, em 1825, George IV pediu ao arquiteto John Nash que transformasse a casa em palácio. A Rainha Vitória foi a primeira a ocupar os 77 mil metros quadrados, com 775 cômodos. O Palácio de Bunckingham recebe mais de 50 mil visitantes por ano.

Troca de Guarda
Todos os dias, às 11h30, tem a troca da guarda, sendo que, de agosto a abril, é em dias alternados. Para assistir, é bom chegar cedo. No inverno, os guardas trocam o casaco vermelho pelo cinza, mas os chapéus altos de pelo de urso são usados o ano todo. A visita ao palácio só acontece durante 10 semanas a cada verão e em datas especiais no inverno e na primavera. Antes de ir, é bom conferir datas e horários.

Parlamento
O Palácio de Westminster abriga a Câmara dos Comuns (House of Commons) e a Câmara dos Lordes (House of Lords), para formar o Parlamento do Reino Unido. Nas imediações, a Abadia de Westminster, a Whitehall e a residência do primeiro-ministro – 10, Downing Street. É possível visitar o parlamento e até assistir a uma sessão. Basta programar.

Na Torre Elizabeth, o Big Ben – o sino que pesa 13 toneladas e soa marcando as horas, desde 1924, sem atrasar. Mais 4 sinos menores soam a cada 15 minutos. Esse ano, em junho, quando estivemos lá, a torre estava estava sendo restaurada.

Westminster Abbey
Esta impressionante igreja anglicana, de estilo gótico, tem mais de mil anos de história. Seu início foi em 1066 e, desde então, tem sido o palco de acontecimentos importantes no país, como a coroação de todos os monarcas, o funeral da Princesa Diana e o casamento do Príncipe William e Kate Middleton. Na abadia e suas capelas, podem ser vistos o trono de coroação, os túmulos de Elizabeth I, Maria Stuart e mais 15 reis – ao todo, mais de 3.300 pessoas importantes estão enterradas na abadia, como os cientistas Isaac Newton e Charles Darwin.

Para visitar a Westminster Abbay, pague 20 libras e enfrente a fila. Garanto que você não vai se arrepender. Visitar a abadia sem pagar, só durante as missas que acontecem todos os dias, exceto às quartas-feiras, às 15 e às 17 horas, e têm o acompanhamento de um coral formado por meninos da Westminster Abbey Choir School – a única escola inglesa para coristas de igreja. Antes de ir, consultar os horário no site da abadia.

London Eye
A London Eye não é a maior roda-gigante do mundo, mas é muuuito alta. Inaugurada numa passagem de ano, de 1999 para 2000, para comemorar a virada do milênio, ela tem 135 metros de altura e, lá de cima, dá pra ver quase toda a cidade. Localizada às margens do outro lado do Tâmisa, de frente para o Parlamento, a roda-gigante tem 32 cabines e cada uma delas comporta 25 pessoas. Em cada volta, são 800. Por dia, 15 mil visitantes.

Uma volta completa dura 30 minutos e você pode escolher entre uma volta simples, junto com outros visitantes, ou alugar a capsula toda pra você, por 450 libras – com direito a champanhe, vinho e canapés. Normalmente, a London Eye abre às 10 horas da manhã e fecha entre 18 e 21 horas. Mas é melhor conferir no site. A dica: o ingresso pode ser comprado combinado com mais atrações na cidade – vale a pena. O ingresso simples custa £ 27. O ingresso combinado com outra atração, £ 40. No fim de tarde, quando as luzes começam a acender, o passeio é mais bonito.

Covent Garden
O Covent Garden não é apenas um mercado e sim, uma área localizada no centro de Londres, que reúne restaurantes, bares, cafés, hotéis, lojas, monumentos históricos, muuuuitos teatros, museus e igrejas. Puro entretenimento. Nas imediações, estão o Museu dos Transportes de Londres e a Royal Opera House.

A história do Covent Garden teve início no século 17 quando, nesse local, existia uma horta cultivada pelos monges da Abadia de Westminster. Até que Henrique VIII, do alto do seu poder, tirou os monges e doou essas terras para uns amigos, que organizaram a região e construíram a primeira praça urbanizada de Londres. Em 1660, a praça se transformou em um grande mercado de flores, verduras e frutas. Mas, cresceu tanto que teve que ser transferido para outra região. Nesse local, a estrutura permaneceu e, em 1980, foi reaberto, para a alegria de londrinos e visitantes, o Covent Garden que a gente conhece.

Outros mercados
Em nossas viagens, os mercados são visitas certas. Gostamos de descobrir e provar comidas típicas e bebidas, e ver o artesanato. Se você gosta de programas como este, Londres é o lugar certo. Mercados famosos, grandes e pequenos estão espalhados pela cidade: Borough Market, Portobello Road Market, Leadenhall Market – não deixe de incluir, pelo menos um desses, no seu roteiro.

Abbey Road
Há 50 anos, os Beatles lançavam o 12º álbum – intitulado Abbey Road – nome da rua onde ficava o estúdio de gravação. A capa do álbum foi uma foto que eles fizeram, em 10 minutos, na faixa próxima ao estúdio. Beatlemaníacos e turistas em geral costumam ir até a esquina famosa e reproduzir a pose da banda britânica. A minha sugestão é ir também até o Abbey Road Studios (que fica quase em frente à faixa) para fazer um tour e comprar lembrancinhas originais. Para chegar lá, pegue o metrô e desça na estação St. John’s Wood, na linha Jubilee.

Regent Street
Agora, em 2019, a Regent Street faz 200 anos. Batizada com esse nome em homenagem ao Príncipe Regente, a rua foi construída pelo renomado arquiteto John Nash, responsável, também, pelo Palácio de Buckingham, o Pavilhão de Brighton e o Regent Park. Trata-se de uma rua mais bonitas de Londres e uma passadinha por ela é programa obrigatório. Nas imediações, estão a Oxford Street, o Soho e o Covent Garden. Ali perto, também estão o Green Park, o distrito dos teatros e a Chinatown. No final do ano, com a decoração de Natal, a Regent Street é imbatível. Mas vale visitá-la em qualquer época do ano.

Charing Cross Road
As livrarias são uma especialidade dessa rua. As maiores, as melhores e mais especializadas livrarias estão na Charing Cross Road – livros antigos, raros, de arte, culinária, turismo, fotografia, cinema, meio ambiente e uma infinidade de temas. É programa para um dia inteiro.

Parques de Londres
A Grande Londres tem mais de 1700 parques – que equivalem a uma área de 174 quilômetros quadrados. Estes espaços são a morada de cem tipos de pássaros e 2 mil espécies de plantas. Toda essa área verde ajuda a combater a poluição, melhora o oxigênio e enfeita a cidade. Oito desses parques eram parques reais, áreas reservadas ao lazer da realeza, com acesso proibido ao público por muito tempo. Hoje, todos eles são liberados: St. Jame’s Park, Richmond Park, Kensington Gardens, Regent’sPark, Greenwich Park, Bushy Park, Hyde Park e Green Park.

Green Park
Este é o menor dos oito parques reais de Londres. No passado, foi um cemitério para leprosos. Mas, em 1668, Carlos II transformou a área em parque real. O Green Park fica entre o Hyde Park e o St. Jame’s Park, e integra, junto com Kensington Gardens e os jardins do Palácio de Buckingham, uma enorme área verde, para a alegria de moradores e visitantes. Sentar numa de suas espreguiçadeiras é o melhor programa para quem está em busca de um oásis em meio ao agito da cidade.

Hyde Park
Este é mais o mais famoso dos oito parques reais de Londres. O Hyde Park era de propriedade da Abadia de Westminster, mas Henrique VIII comprou, em 1536, para realizar as suas caçadas. Trata-se de uma área verde, onde você pode fazer caminhadas, jogar tênis, andar a cavalo, fazer um passeio de barco. O parque é perfeito para relaxar, mas é mais conhecido pela famosa esquina do orador – local onde as pessoas se manifestam, fazem verdadeiros comícios sobre o assunto que quiserem, todo domingo de manhã.

Camden Market
Este mercado teve início em 1974, funcionando, apenas, aos domingos. Mas, cresceu tanto que está aberto todos os dias, reunindo vendedores criativos, pequenos empresários que oferecem mais de mil opções para comer, beber, comprar e se divertir. Programa dos melhores, na cidade. Este era, também, o playground da cantora Amy Winehouse, como ela gostava de dizer. Foi aí que ela conseguiu seu primeiro emprego (vendendo velas) e era aí que ela gostava de estar.

London Tower
Patrimônio Mundial da Unesco, esta é uma das principais atrações da cidade. Construída em 1078, às margens do Rio Tâmisa, no início, a Torre de Londres teve a função de defender a cidade dos ataques dos inimigos. Mas, também, já foi Casa da Moeda, zoológico, prisão e, principalmente,, local de execuções e tortura. Hoje, além de toda essa história, guarda as Joias da Coroa – coroas, mantos, cedros, anéis e outras preciosidades -, e é a morada dos corvos mais importantes do mundo.

Os Guardas Yeoman guardam a Torre de Londres desde os tempos dos Tudor. Apelidados de Beefeaters, os 37 guardas – homens e mulheres – são oriundos das Forças Armadas Britânicas. Mas, os guardiões da Torre, mesmo, são os corvos. Diz a lenda que o reino e a Torre de Londres cairão se os seis corvos residentes deixarem a fortaleza. Para não arriscar, hoje, existem sete corvos na Torre – os seis necessários e mais um de reserva. A visita à Torre de Londres é possível de terça à sábado, das 9 às 16h:30. De domingo à segunda, das 10 às 16h30. Mas é importante confirmar no site.

Tower Bridge
Esta ponte vitoriana foi finalizada em 1894 e, desde então, é um símbolo da cidade. Com 40 metros de altura e 60 de largura, ela levanta a pista para a passagem de navios grandes e ou ocasiões especiais. A história da ponte pode ser conferida no museu que fica numa das torres. Vale uma subida ao passadiço, de onde se tem uma maravilhosa. Para saber mais sobre a história, o maquinário e a arquitetura da Tower Bridge, adultos pagam £ 9,80 e criança, de 5 a 15 anos, £ 4,20. Se comprar no site, fica um pouquinho mais barato.

St. Paul’s Cathedral
Com mais de 1400 anos, a Catedral Anglicana de São Paulo é obra do arquiteto mais famoso de Londres, Sir Christopher Wren. Além de ser lindíssima e visita obrigatória, a história da catedral contempla os funerais do Lorde Nelson, do Duque de Wellington, de Winston Churchill e de Margaret Thatcher. Nessa igreja também foram celebrados o Jubileu da Rainha Victoria, os casamentos de Charles e Diana e o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II. Para visitar, você paga £ 17.

Trafalgar Square
Tudo começou com a National Gallery. Em seguida, a praça, com a Coluna de Nelson, de 52 metros de altura, e na sua base, as fontes com sereias, golfinhos, tritões e os leões de bronze. O nome é em homenagem à vitória britânica, na Batalha de Trafalgar, contra Napoleão, em 1805, que tinha, à frente, o Almirante Nelson. Nessa praça, acontecem as celebrações culturais, os protestos, as manifestações políticas e as comemorações do ano novo.

Em 2003, uma reforma foi concluída e, agora, a Trafalgar Square conta com banheiros públicos, elevador para portadores de deficiência e até um café. Ao seu redor, a National Gallery, um dos museus mais visitados do mundo, e a igreja St. Martin in The Fields, um verdadeiro oásis para os desvalidos.

Piccadilly Circus
Essa praça é o ponto de encontro das ruas Regent Street, Shaftesbury Avenue, Piccadilly e Haymarket. Projetada pelo arquiteto John Nash, ela também é o ponto de encontros dos visitantes e um dos locais mais fotografados da cidade. Quem nunca viu uma foto desse anjo de alumínio, Eros, cercado de painéis iluminados por todos o lados?

Museus de Londres
São inúmeros os museus e galerias na cidade. Na grande maioria, a entrada é gratuita. Entre os mais importantes, estão o British Museum, a National Gallery, o Museu de História Natural, o Science Museum, Victoria and Albert Museum, Tate Modern Gallery, Imperial War Museum, Serpentine Gallery, Churchill War Rooms, National Churchill Museum e outros de igual importância. Crianças dos 8 aos 80 gostam do Madame Tussauds, um dos mais populares, com celebridades perfeitamente moldadas em cera. Meus preferidos: British Museum, Museu de História Natural Churchill War Rooms.

Como chegar
Londres tem, pelo menos, 5 aeroportos, mas o principal é o Heathrow, que fica a 24 quilômetros do centro da cidade. A maneira mais rápida de chegar ao centro da cidade é de trem – entre 15 e 20 minutos, pelo Heathrow Express . Os trens funcionam de 5 da manhã às 23 horas e são uma ótima opção. Os táxis levam uma hora e cobram caro. Eu, particularmente, depois de 12 horas de viagem, gosto de chegar e ver que tem alguém me esperando, com uma plaquinha na mão com meu nome.

Um motorista brasileiro em Londres
A melhor dica que eu posso dar para sair do aeroporto é usar os serviços de Leandro Piovani, há 14 anos radicado em Londres e fazendo esse trabalho de transfer e passeios. Leandro é legalizado no país e está apto a trabalhar para 1, 2, três pessoas ou grupos grandes. Seus carros são novos, confortáveis e limpos, além de serem de todos os tamanhos – para 2, 4, 6, 8, 12 pessoas. E se o grupo for de 30, 40 ou 60, tudo bem, também. Importante: ele leva você para visitar os estúdios de Herry Potter.

Mais que um motorista brasileiro em Londres, Leandro é muito simpático, super prestativo, bem humorado, bem informado e conhece absolutamente tudo da cidade. Além de transfers, ele faz citytours com preços muito justos, assim como viagens para Liverpool, Cambridge, Oxford, Stonehenge e por todo o Reino Unido. Para melhores informações, acesse o site dele, com os serviços e os preços. Lembrando que, quem mencionar o “Existe um Lugar no Mundo tem 10% de desconto. Para contato com ele: +44 7793552173, Whatsapp:+44 7793552173 e email : lttbruk@gmail.com

Quando ir
Em todas as estações, Londres se exibe em grande estilo. Sob o sol tímido do verão, com a neve que cai no final do ano, florida, na primavera, ou no outono, quando as folhas caem douradas, colorindo as calçadas. Você deve escolher quando ir e aproveitar, da melhor forma, a cidade que é partilhada por gente de todos os cantos do mundo.

Onde ficar
Como Londres é muito bem servida pelo transporte urbano, ficar perto de uma estação do metrô é fundamental, uma vez que a cidade é muito grande e as atrações estão espalhadas por todos os cantos. Mas, de acordo com os seus interesses, você pode escolher o bairro e fazer os passeios principais, a pé. Você vai encontrar hotéis e pousadas de todas as categorias em todos os lugares. Como eu prefiro caminhar, para conhecer uma cidade, sempre procuro ficar no centro ou perto dos meus interesses. Pago um pouco mais, mas fico próxima a tudo o que quero ver.

Quanto tempo ficar
Londres é uma das cidades mais interessantes do mundo, há muito o que ver e fazer na cidade. Portanto, não ache que vai conseguir ver tudo numa visita de 3 dias. E por mais que a gente estique a estada, sempre vai faltar alguma coisa. Eu recomendo, pelo menos, 4 dias, para ver o básico. Você vai precisar ser bem racional, acordar cedo e ter um planejamento. Saber o horário que as atrações abrem e o que fica perto de que.

Onde comer
É chover no molhado dizer que, em Londres, existe a culinária do mundo inteiro. Em todos os bairros, encontramos os japoneses, os chineses, os italianos, os tailandeses, os franceses e até os brasileiros. Piccadilly, Soho, Covent Garden e Leicester Square são as áreas de maior variedade, mas em todos os lugares, você vai encontrar um bom restaurante para almoçar ou jantar.

O que comer
Como já falei, culinária de todas as nacionalidades estão presentes em Londres, assim como em todos os lugares do mundo. Numa viagem, acho interessante experimentar a culinária local. Embora tenha uma fama desfavorável, é possível apreciar a culinária inglesa. O Fish and Chips (peixe empanado e batata frita) é um clássico e você encontra em toda esquina da cidade. No restaurante ou no pub, experimente Roast beef and Yorkshire Pudding (carne assada com uma massa também assada com molho de raiz forte e batatas).

Compras
Além dos mercados da cidade, que são ótimas opções para comprar as lembrancinhas, existem outros lugares para você gastar as suas libras: Oxford Street é uma delas. A Harrods é um clássico e você não pode voltar pra casa sem dar uma passadinha por lá, mesmo que seja, apenas, para olhar e conferir o glamour. A Fortnum & Mason é chiquérrima e famosa pela sessão de alimentos e restaurante; a Waterstone é a maior livraria da Europa; a Hamleys é a maior loja de brinquedos da cidade.

Sendo sincera, Londres não cabe num post. A melhor sugestão que eu posso lhe dar é: compre uma passagem e vá conhecê-la de perto.

Texto e Imagens: Jornalista Sônia Pedrosa, Blog Existe um Lugar no Mundo
Link: http://existeumlugarnomundo.com.br/londres-que-cidade-e-essa/